Se há coisa que eu curto bués, é mesmo os anúncios dos medicamentos e os anúncios a seguros e cenas assim.
Vem a voz toda bonitinha e mimosa falar-nos do serviço tão bom, e nós logo tão convencidos e felizes, obliteramo-nos do massacre que se segue.
Aquelas palavrinhas que são ditas a uma velocidade superior à velocidade do raciocínio humano!
Ah, não sei quê, consulte o seu médico ou o seu farmacêutico...
Ou, "crédito não sujeito a taxa de inflação de subida de preços de petróleo, três vezes nove vinte e sete, quarenta, raiz de três, consulte o seu banco e pra mais informações, grave este anúncio e reduza-lhe a velocidade pois a nossa companhia como lucra tão pouquinho tem de por isto a esta velocidade para pagar menos senão ficamos pobres e a nossa economia vai à falência."
Digo-vos, se pudesse exterminar um tipo de pessoas, era os que fazem os anúncios e os que os mandam fazer.
Eu cá pra mim, aquilo é de má fé. Lá os gordos não querem que saibamos as coisas todas sobre os produtos que vendem. Cá pra mem eles querem dominar o mundo com estas mensagenzinhas reles. Cá pra mim, no futuro, as telenovelas vão ser todas assim àquela velocidade.
Ao menos assim os morangos com açúcar acabavam mais cedo.
Hmm... pensando bem, nem era mau de todo...
No comments:
Post a Comment